Brasil conquista o tetracampeonato mundial no "Futebol de 5"


A Seleção Brasileira de Futebol de Cegos (Futebol de 5) conquistou na manhã de ontem, 24, o seu quarto título mundial. Em Tóquio, no Japão, o time jogou a final da competição contra a arquirrival Argentina e venceu por 1×0, gol de Jefinho no início do segundo tempo da prorrogação. No tempo normal, a partida havia sido encerrada sem gols. Pouco antes, na decisão do terceiro lugar, a Espanha derrotou a China nos pênaltis por 2×0, depois de também empatarem por 0×0 no tempo normal.
 
Com a vitória, a Seleção manteve a invencibilidade que já dura desde 2007. Há sete anos, jogadores brasileiros não sabem o que é perder uma competição da modalidade. Tricampeã paralímpica (Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012) e, agora, tetracampeã mundial, a equipe conseguiu cumprir o segundo objetivo rumo aos Jogos do Rio-2016.
 
No ano passado, sagrou-se pentacampeã da Copa América. Neste ano, veio o tetracampeonato mundial. Em 2015, a meta é conquistar, pela terceira vez, o títulos dos Jogos Parapan-Americanos. O Brasil foi ouro no Pan do Rio, em 2007, e em Guadalajara-2011.
 
Além do Brasil, apenas a Argentina carregou a taça de campeã em um Mundial. Os hermanos ficaram com o título nas edições de 2002 e de 2006, realizadas, respectivamente, no Rio de Janeiro e em Buenos Aires. Já a Seleção Brasileira atualizou a estante de troféus nesta segunda-feira e está com quatro títulos: venceu nos Mundiais de Campinas-1998, Jerez-2000, Hereford-2010 e Tóquio-2014. As duas equipes se enfrentaram em três destas decisões, além do encontro de hoje: 1998, 2000 e 2006.
 
O Mundial em Tóquio começou no dia 16 e reuniu 12 seleções (Japão, França, Paraguai, Marrocos, Brasil, Turquia, China, Colômbia, Argentina, Espanha, Coreia do Sul e Alemanha). Pela primeira vez, a competição organizada pela Federação Internacional de Esportes para Deficientes Visuais (IBSA, na sigla em inglês) foi realizada em um país asiático. A sétima e próxima edição do torneio será em 2018, ainda sem sede definida.
 
O jogo - Como já é costume quando se trata de um Brasil x Argentina, a partida foi bastante tensa, com chances de gol para ambas as partes. Enquanto os hermanos tentavam vazar a Seleção pela terceira vez neste Mundial (Colômbia e China também passaram pela defesa nacional), as principais oportunidades do Brasil estiveram nos pés de Ricardinho.
 
Mas o pivô parou em duas ocasiões naquele que foi seu grande algoz no duelo, o goleiro argentino Lencina. Foi ele o responsável por manter o zero no placar durante o tempo normal. A principal chegada ocorreu no fim da primeira metade, quando Ricardinho chutou forte de fora da área, mas Lencina esticou-se e conseguiu afastar o perigo.
 
Os argentinos também tiveram as suas chances. O momento de maior tensão para os brasileiros ocorreu no fim do tempo normal de jogo, quando o rival Lucas saiu cara a cara com o goleiro brasileiro Luan que, atento, conseguiu evitar o gol dos vizinhos sul-americanos.
 
Na prorrogação, o domínio foi verde e amarelo. Logo no início do tempo extra, Cássio poderia ter anotado em cobrança de tiro livre, que acabou outra vez defendido por Lencina. Contudo, minutos mais tarde, coube a Jefinho a tarefa de, enfim, vencer o goleiro rival. O melhor jogador do mundo de futebol de 5 invadiu a área argentina e bateu rasteiro, indefensável. Os argentinos ainda tentaram pressionar o Brasil e tiveram um tiro livre no segundo tempo da prorrogação, mas a cobrança foi desperdiçada.
 
Após o término da partida, a festa brasileira foi ainda maior em decorrência da premiação individual. O pivô Ricardinho foi eleito o melhor jogador da competição. O treinador Fábio Luiz Vasconcelos também foi bastante festejado, uma vez que já havia sido campeão como jogador e agora completa a sua galeria de títulos como técnico. Aos argentinos, fica como consolo a garantia de um lugar nos Jogos do Rio-2016. Como país-sede, o Brasil já havia se garantido, então, como vice-campeões, os hermanos também asseguraram um lugar na próxima Paralimpíada.

Parabéns a todos os jogadores e comissão técnica, por essa conquista tão importante para o nosso país!
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Contribuição Social - 15 Anos de Virtual Vision


No último dia 24 de junho de 2013, no encerramento do Prêmio Learning & Performance Brasil 2013/2014, Daniel Musulin Soeltl, Diretor de Marketing da MicroPower, iniciou a homenagem aos parceiros do Virtual Vision, lembrando que o software está em constante evolução e cada vez mais presente na vida das pessoas com deficiência visual.

Em seguida, Francisco Soeltl anunciou o primeiro parceiro homenageado, o Bradesco, que distribui gratuitamente cópias do Virtual Vision a pessoas com deficiência visual. Milka Musulin entregou o troféu a Jeferson Honorato, superintendente executivo do Bradesco, Luca Cavalcanti, Diretor de Canais Digitais, e André Cano, Diretor executivo. Jeferson Honorato mencionou que a criação do software foi “um divisor de águas na história da inclusão social e digital de pessoas com deficiência visual”.


A Fundação Bradesco foi homenageada pela contribuição na capacitação de pessoas no uso do Virtual Vision.
Daniel Soeltl entregou o troféu a Marco Aurélio e Gina Ester Leôncio, representantes da Fundação. Marco Aurélio lembrou os 20 mil alunos que já passaram pelo curso e os 12 mil formados na acessibilidade ao software. 


Em seguida, Makiano Charan, Diretor-presidente da Adeva, e Guilherme Cavalieri, Diretor de Desenvolvimento Humano para América Latina da Serasa Experian - em nome de João Ribas, coordenador da área de Diversidade & Inclusão, receberam o troféu pela parceria e colaboração com o Virtual Vision. Markiano, que recebeu o troféu de Denis Costa, Diretor de Tecnologia da MicroPower, disse que a homenagem só o motiva a continuar com a capacitação de pessoas com deficiência visual para inclusão no mercado de trabalho. Milka Musulin passou o troféu a Guilherme Cavalieri, que citou o legado deixado à empresa por Elcio Anibal de Lucca, no tocante à inclusão digital.


Em seguida, Odecio Gregio, responsável pela implantação do Virtual Vision no Bradesco, recebeu de Daniel Soeltl o troféu e, em seu discurso, lembrou o prêmio Smithsonian, recebido pelo software. Por fim, emocionou-se ao lembrar relatos de pessoas que se diziam isoladas antes do Virtual Vision e, hoje, estão no mercado de trabalho.


O quinto homenageado foi o Governo do Estado de Goiás, representado por Wellington Soares, pelo Projeto Cidadania Digital Já, que envolve órgãos públicos e empresas privadas no apoio a entidades sociais públicas e do terceiro setor, que promovem a inclusão sociodigital.


Por fim, anunciou a formalização de um acordo com a MicroPower para beneficiar os deficientes visuais do estado de Goiás, por meio do Virtual Vision.
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15 anos de Virtual Vision - Congresso Learning & Performance Brasil 2013/2014


Nesta sessão do Customer Advisory Board, realizada ontem, dia 24, durante o Congresso L&P Brasil 2013/2014, foi abordado o marco de 15 anos do Virtual Vision. 

O primeiro a ter a palavra foi Daniel Musulin Soeltl, Diretor de marketing da MicroPower, que apresentou a linha do tempo do Virtual Vision, com histórico e fatos relevantes, como 1998 - lançamento do software; visita de Bill Gates ao Bradesco e indicação do Virtual Vision ao Smithsonian Computerworld Awards; 1999 - apresentação do Virtual Vision a Steven Ballmer (presidente da Microsoft em Seattle); 2009 e 2010 - implementação de mais de 65 melhorias e atualizações na versão 6.0; 2012 - lançamento da versão 7.0; entre outros. 


Daniel também enfatizou que o Programa de Capacitação e Empregabilidade de Pessoas com Deficiência Visual, proporcionado pelo Virtual Vision, já capacitou mais de 18 mil pessoas, em mais de 100 entidades em todo o País, além de recolocar profissionalmente 1.800 deficientes visuais. 


Para falar das melhorias na versão 7.0, Carlos Felipe Cacione Alves, programador responsável pelo Virtual Vision, tomou a palavra. Segundo ele, a MicroPower prevê 32 melhorias na versão, o que evidencia sua constante evolução. Está prevista, ainda para 2013, a entrega do pacote de compatibilidade com aplicações da Windows Store. 


Carlos também falou sobre o lançamento da versão 8.0, previsto para dezembro de 2013. Ela deverá apresentar diferenciais importantes, como navegação por elementos, acesso remoto, licenciamento para uso doméstico e corporativo, leituras em inglês e espanhol, navegação mais rápida e intuitiva, além do suporte ao usuário e a disponibilização de um FAQ. 


Finalizando, William Duarte de Oliveira, coordenador do Virtual Vision, falou sobre a parte técnica do software, começando pelo licenciamento da versão 8.0, cujo uso pode ser doméstico. O uso público será aberto a empresas, organizações públicas, escolas e universidades. 

Ele apresentou, ainda, alguns dos serviços prestados pela MicroPower e disponíveis a clientes e usuários, como análise de acessibilidade em sites, diagnóstico de acessibilidade em sites e sistemas, consultoria na construção de sites acessíveis e treinamento para funcionários usuários do programa. 

Ao final da sessão, houve uma homenagem a representantes de instituições parceiras do Virtual Vision, por sua contribuição para com a inclusão e capacitação de deficientes visuais para o mercado de trabalho, bem como a colaboradores da própria MicroPower. 

Capacitação de pessoas com deficiência visual


Presidida por André Rezende, analista de suporte do Virtual Vision, esta sessão teve um discurso de abertura feito por Manoel Piauilino, da Fundação Bradesco, sobre o pioneirismo da Fundação no interesse em desenvolver um software, que possibilitasse o acesso ao site por deficientes visuais. 



Em 1994, Laércio Sant’Anna, então cliente do Bradesco e deficiente visual, entrou em contato com a instituição e manifestou interesse em acessibilidade. Três anos depois, o Bradesco iniciava suas operações com o Virtual Vision, sem se preocupar com lucratividade, mas focando em fazer a diferença. 

Hoje, a Fundação não só possibilita o acesso ao site por meio do software como também desenvolve cursos com o apoio do Virtual Vision, como Windows XP e Internet 8.0. O sucesso dos cursos foi tal que a Fundação já está desenvolvendo outros. 

Manoel finalizou seu discurso citando que a parceria entre a Fundação Bradesco e o Virtual Vision possibilitou números bem expressivos: 6.821 atendimentos nos cursos ministrados, 4.716 instituições parceiras, 564 multiplicadores e 12.002 atendimentos. 

Nesse momento, duas pessoas da plateia se manifestaram acerca do Virtual Vision: 

“Estava sem expectativa, sem rumo” (...) “Depois que conheci a Fundação Bradesco e o Virtual Vision, minha vida mudou.” (Márcio Carli) 

“Inclusão é o privilégio de viver com as diferenças.” (Maria Teresa) 

Em seguida, Markiano Charan, Diretor-presidente da Adeva (Associação de Deficientes Visuais e Amigos), parabenizou o Virtual Vision por seus 15 anos, relembrando que o software possibilita a interação com a internet, a inclusão social e a inclusão do deficiente visual no mercado de trabalho. 

Markiano contou um pouco da história da Adeva com o Virtual Vision, que começou em 1999, quando a empresa ministrou o curso do software a professores da rede estadual de ensino. A partir do ano 2000, a Adeva iniciou a capacitação dos deficientes visuais e hoje apresenta números como: 2.500 pessoas capacitadas; 9 mil atendimentos; 60% dos capacitados incluídos no mercado de trabalho. 

A sessão foi finalizada por Joana Maria, integrante do Programa Senai de Ações Inclusivas – PSAI – Departamento Nacional. Ela está há 10 anos na instituição e conheceu o Virtual Vision por meio da Fundação Bradesco: “Em 2006, apresentei o Virtual Vision ao Senai e logo capacitamos 75 docentes na ferramenta”. De 2007 para cá, já foram então capacitadas mais de 80 mil pessoas. Ao final, parabenizou a MicroPower pelo desenvolvimento do importante software.

Empregabilidade para pessoas com deficiência 


Helena Miyahara, do Banco Bradesco, iniciou a sessão presidida por Sidnei Silvestre, com uma pergunta: “O que é diferente?” 

Segundo Helena, de acordo com o IBGE, os deficientes visuais somam 1% da população, e o que os torna diferentes dos demais é a falta de informação por parte da sociedade, acompanhada de um “pré-conceito” que teve início na Idade Média, quando se acreditava que a cegueira era um castigo de Deus. 

A palestrante apresentou um case denominado “Uma experiência real: Organização Bradesco”. Segundo ela, “Há 50 anos, não se falava muito em inclusão, mas o Bradesco já a tinha em seus projetos. Podemos dizer que está no DNA da empresa. Hoje, temos um programa de capacitação com 894 horas/aula”. 

Além dos cursos administrativos, o programa promove workshops de sensibilização, visando mostrar aos colaboradores não deficientes, como trabalhar para facilitar a adaptação de um deficiente visual. 

“Por meio de energia, de força e de sensibilização no coração, conseguimos incluir o deficiente visual no ambiente de trabalho. O deficiente visual é capaz!”. Assim, Helena finalizou sua palestra. 


Depois foi a vez de João Ribas, head de Diversidade & Inclusão da Gerência de Cidadania Corporativa da Serasa Experian. Ele foi objetivo em seu discurso: “Tenhamos pé no chão. Lei de cotas não garante empregos para deficientes visuais”. 


De acordo com ele, a própria lei preconiza que as empresas são livres para admitir e demitir colaboradores com deficiência. Portanto, a melhor saída é aperfeiçoar-se profissionalmente: “Temos de estar preparados para atuar no cargo, e só há uma maneira de crescer: buscando seu próprio desenvolvimento”. 


João citou o Virtual Vision como um software essencial ao desenvolvimento do deficiente visual e, por fim, enfatizou que a Serasa Experian emprega 20 funcionários com deficiência visual e que a integração entre eles e os demais colaboradores acontece por meio de uma Oficina de Sensibilização, denominada: “Como funciona o mundo de um deficiente visual?”.
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